Com bate-cabelo, debates e lacração, I Fest Drag mostra a força da diversidade do DF – SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA

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Com bate cabelo, debates e lacração, I Fest Drag mostra a força da diversidade do DF – SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA
Com bate cabelo, debates e lacração, I Fest Drag mostra a força da diversidade do DF – SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA

Texto: Loane Bernardo. Edição: Sérgio Maggio (Ascom/Secec)

18.02.21

15:24.00

 

Sinônimo de alegria, criatividade, beleza, representatividade e luta, o universo drag queen ganha seu primeiro festival nacional. O “1º Festival Nacional de Arte Transformista – FEST DRAG”, com início nesta quinta-feira (18.02), permanece até 21 de fevereiro nas redes sociais do coletivo Distrito Drag, e contou com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec).

 

Com aporte de R$ 50 mil do edital FAC Apresentações On-Line, o evento gerou 15 empregos diretos e 25 indiretos, e promete conectar o público da arte transformista com diversas áreas de atuação artística, como a cultura popular, a música, as artes visuais, a moda, a literatura, a performance, as artes digitais, a televisão, o rádio, a dança e o teatro.

 

O Secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, considera fundamental que a Secec se faça presente em projetos que dão visibilidade à diversidade cultural.

 

“Tenho orgulho de gerir uma pasta que tem dado sua contribuição de todas as formas para que esses artistas possam fazer parte da cadeia da economia criativa, valorizando e dando dignidade a cada talento. Que o Fest Drag cumpra a sua missão, que não é apenas de divertir o público, mas, sobretudo espalhar o respeito, a diversidade.”

 

ARTE TRANSFORMISTA

foto: André Gagliardo/ Divulgação Fest Drag

Tema central do projeto, o transformismo é uma arte performática que se constrói a partir da estetização do exagero do gênero. Embora sua essência contemple o lado cênico, suas técnicas e linguagens formam um amplo campo artístico que promove a visibilidade da comunidade LGBTQIAP+.

 

Nesse sentido, o coletivo cultural Distrito Drag criou o festival com o objetivo de homenagear e premiar as drags participantes por categorias, como forma de manter vivo seu legado e sua contribuição para a arte e cultura transformista.

 

À frente do Fest Drag e presidente do coletivo, a drag Ruth Venceremos destaca o festival como um marco histórico não só para as artistas transformistas, mas para a comunidade LGBTQIAP+, ao fortalecer a arte e a cultura desse segmento.

 

imagem19-02-2021-00-02-19Ruth Venceremos (foto) acrescenta que as rodas de conversa levantarão temas pertinentes para as áreas de atuação Drag, que vão desde o empreendedorismo criativo até as pautas levantadas pela comunidade LGBTQIAP+.

 

“Um grande desafio que está posto é ter mais políticas públicas voltadas para a diversidade e o reconhecimento da nossa arte como uma área de atuação artística. O festival é um importante espaço de reflexão para pensarmos a atualidade brasileira”, completou.

 

VERA VERÃO, HOMENAGEADA

Arquivo pessoal

 

Um dos principais eixos do evento, a “Mostra Competitiva Vera Verão (em homenagem ao comediante Jorge Lafond)” premiará artistas locais e nacionais em cinco categorias: “Bate Cabelo”, “Comédia Stand Up”, “Performance”, “Visagismo” e “Vogue”. Todas as apresentações artísticas deverão abordar questões que envolvem a realidade brasileira, valorizando as identidades locais. Para a mostra competitiva, serão distribuídos R$ 8 mil em prêmios entre os vencedores de cada categoria.

 

Já a programação musical ficará por conta do “Show Musical Leona Luna“, que contará com grandes nomes musicais do cenário Drag nacional, como Tonhão Nunes (DF), Danna Lisboa (SP), Madison (DF) e Potyguara Bardo (RN). Os shows transmitidos on-line serão uma forma de homenagear o legado do artista brasiliense Leon Fonseca, falecido em 2017.

 

CONQUISTA DE TODES

Um dos pontos altos do evento serão as rodas de conversa sobre temas relevantes para o segmento transformista brasileiro. O “Talk-Show Miss Biá” trará convidados para debater a arte transformista drag, a história, memória, empreendedorismo drag, economia criativa LGBTQIAP+, arte, política, estética drag e processo criativo para composição de personagens.

 

A drag queen Linda Brondi, natural de Taguatinga, atua como curadora do Fest Drag. Ela comentou seu entusiasmo em relação ao festival. “Estamos muito ansiosas e com boas expectativas porque esse festival já é uma conquista na nossa trajetória como artista que enaltece e encoraja a arte transformista na história Drag do Brasil”, ressaltou.

 

Uma das convidadas do talk-show, a drag Beatrice Papillon é de Salvador/BA e declarou sua satisfação em poder participar de um festival de cultura e diversidade LGBTQIAP+ promovido na capital do país.

 

“Este é um evento que reúne artistas, intelectuais, gente que apoia a diversidade, a tolerância e o respeito. É muito importante esse festival não só para que a gente possa contemplar as artes e a história LGBTQIAP+, mas também para a gente se posicionar e firmar o espaço na sociedade e na cultura brasileira”, arrematou.

 

CINE MADAME SATÃ

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Para os cinéfilos de plantão, o festival ainda contará com o “Cine Queer – Madame Satã”, destinado à exibição de produções audiovisuais, em especial os curtas-metragens sobre temáticas históricas e contemporâneas do universo LGBTQIAP+. A cada exibição haverá espaço para debate e reflexão em torno da obra com a presença dos idealizadores e elenco de cada produção.

 

1º Festival Nacional de Arte Transformista – Fest Drag

 

Quando: 18 a 21 de fevereiro, sempre às 20h

 

Onde: canal do Youtube do Distrito Drag (clique aqui)

 

Confira a programação na página do evento: (clique aqui)

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)

E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br