Mesa “Arte Urbana e Negócios” debate o poder da reinvenção do mercado criativo – SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA

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Mesa “Arte Urbana e Negócios” debate o poder da reinvenção do mercado criativo – SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA
Mesa “Arte Urbana e Negócios” debate o poder da reinvenção do mercado criativo – SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA

Texto: Loane Bernardo/ Edição: Guilherme Lobão (Ascom Secec)

23.04.2021

21:00:00

 

imagem24-04-2021-00-04-43O fim de tarde desta sexta-feira (23) contou com um bate-papo sobre empreendedorismo criativo e arte urbana, na programação do I Festival Gira Cultura DF. O painel  “Arte Urbana e Negócios” trouxe à tona o debate sobre projetos criativos, com personalidades que entendem do assunto. Transmitida via canal do YouTube da Secretaria de Cultura e Economia Criativa(Secec), a mesa levantou um dos principais eixos de ação da pasta: o mercado crescente da economia criativa, principalmente em tempos de pandemia.

 

Mediado pelo servidor da Subsecretaria de Economia Criativa e membro titular do Comitê Permanente do Grafite, Danilo Rebouças, o encontro virtual contou com a presença de quem faz a diferença em negócios e projetos de empreendedorismo criativo: a grafiteira e tatuadora Naiana Natti; a atriz, designer, fotógrafa e assessora da subsecretaria, Vanessa Vieira; e Erika Lisboa, Idealizadora do projeto Casulo (Incubadora de Empresas do UniCEUB) e representante da Rede Candanga de Incubadoras (RECA).

 

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Na ocasião, Danilo destacou as competências do Comitê Permanente do Grafite como pioneiro no processo de valorização da arte urbana no Brasil. Ele detalhou que, através do projeto, coordenado pela Secec, um colegiado foi criado com a missão de discutir e executar melhorias para os profissionais, aprofundar e pesquisar as vertentes da arte urbana, além de implementar a cultura do grafite no contexto social do Distrito Federal. “Uma das particularidades do Comitê é vislumbrar e visualizar o trabalho das mulheres artistas do Distrito Federal”, definiu.

 

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Diante de um consenso, as convidadas reconheceram que cada vez mais garotas estão deslocando seus desenhos do papel para as paredes e para a pele, no caso do grafite, da tatuagem e dos negócios criativos. Estas atividades acentuam a promoção da igualdade de gênero e reforçam os sentidos de empoderamento, resistência e expansão da arte urbana.

 

“O grafite me abriu novas portas de me ver como uma pessoa autônoma em tudo que faço, reconheceu Naiana Natti. “Caí de cabeça na vivência da arte. O grafite me possibilitou vislumbrar novos horizontes”, ressaltou.

 

Responsável pelo Território Criativo na Secec, Vanessa Vieira revela que sempre buscou desenvolver soluções para capacitar novos agentes para gerar empregos em segmentos que envolvam criatividade. Vanessa afirma que a pandemia acentuou muito mais essa busca por aprimoramento para este público. “Em tempos de pandemia, a dor faz a gente se desconstruir e se reestruturar. Nunca podemos deixar nossa vocação e o nosso talento de lado”, destaca Vieira.

 

Especializada no mercado de startups, Érika Duarte conta que um dos desafios enfrentados por ela em tempos de pandemia foi prestar atenção no que ocorria no empreendedorismo e tentar enxergar o que poderia ser feito diferente. No segmento há mais de 20 anos, Érika afirma que o perfil do empreendedor é bem definido quando existe uma crise.

 

“No dia a dia a gente tá sempre em frente a novas situações. Ficou muito evidente o quanto o profissional da economia criativa tem que se reinventar”, justificou Érika, ao dizer que o online requer sempre esta postura constante de transformação por meio das novas ferramentas. “O momento é de oportunidade para quem está atento. Temos que enxergar mais possibilidades que dificuldades, ou ficamos presas em um mundo de lamentações”, desafiou.

 

Naiana Natti revelou durante a mesa que conseguiu abrir um negócio durante a pandemia, porém se deparou com alguns desafios e dificuldades. Sem desanimar, a artista montou uma loja em novembro de 2020 para vender spray, telas grafitadas e serviços de tatuagem. Sem poder receber seus clientes na loja física, Natti focou no online.

 

“Em plena pandemia, mesmo com essa iniciativa, eu já me deparei com uma nova forma de vender, por meio das redes sociais e está dando certo, em eterno aprimoramento”, comemorou.

 

Em clima que “quero mais”, o mediador Danilo Rebouças agradeceu as presentes e ao público que participou pelo chat e reconheceu o fantástico poder de reinvenção do mercado criativo. “O debate gerou estimulo à geração de renda, precificação, produção de receitas, enquanto promovíamos visões sobre a diversidade cultural, desenvolvimento de estratégias e do empreendedorismo feminino”, finalizou.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec) E-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br