Nota de Pesar. Carlos Magalhães (1933 – 2021) – SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA

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Nota de Pesar. Carlos Magalhães (1933 – 2021) – SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA
Nota de Pesar. Carlos Magalhães (1933 – 2021) – SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA

Ascom/Secec

29;5;21

19:50

 

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) do Distrito Federal lamenta a morte do arquiteto Carlos Magalhães, um dos profissionais mais importantes dessa área no país com contribuição histórica para a construção de Brasília, e, posterior, defesa desse patrimônio.

 

“Carlos Magalhaes ligou sua trajetória de vida com Brasília, empolgado, desde o primeiro momento, com a grandiosidade do projeto de Oscar Niemeyer. Ao trabalhar com o ex-governador José Aparecido de Oliveira, lutou para que a cidade se tornasse patrimônio da humanidade. Entre as joias arquitetônicas que se empenhou pessoalmente nos primórdios da nova capital, está o Cine Brasília. Nossos sentimentos aos familiares e amigos”, declarou o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Bartolomeu Rodrigues.

 

Natural de Maceió (AL), Carlos Magalhães morreu na tarde deste sábado (29,5), aos 88 anos, e deixou um legado na arquitetura de Brasília, comandando projetos como os Anexos da Esplanada dos Ministérios e a Catedral. Foi casado com Ana Maria, única filha de Oscar Niemeyer, sendo um dos grandes defensores do projeto urbanístico. Era o auxiliar direto de Niemeyer e, após a morte do arquiteto, teve um papel fundamental para atestar veracidade de possíveis projetos que surgiam em nome de um dos criadores de Brasília.

 

Carlos chegou a Brasília, em 1959, vindo do Rio de Janeiro, quando atuava como estagiário de Athos Bulcão. Na ditadura militar, chegou a ser levado de camburão pelos militares. Foi salvo com interferência da alta cúpula da igreja católica, já que estava à frente da construção da Catedral.

 

Seguiu como crítico ferrenho das intervenções urbanas feita em Brasília, sendo um combatente aguerrido das invasões e dos loteamentos.

 

“Quando estava no governo de José Aparecido de Oliveira, mandei derrubar muita coisa e ganhei essa fama de brigão. Eu vi nascer o projeto forte de Lúcio Costa, não podia permitir a mediocridade”, disse Carlos Magalhães.

 

Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa 

e-mail: comunicacao@cultura.df.gov.br