A coleta seletiva de lixo no Distrito Federal cresceu cerca de 70% entre 2021 e 2025 e passou de 36,3 mil para 61,3 mil toneladas de resíduos recicláveis. Atualmente, mais de 90% da população é atendida pelo serviço. Nos últimos cinco anos, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 94 milhões em cooperativas e associações de catadores, e a receita com os recicláveis chega a R$ 180 milhões.
“O GDF tem atuado de forma permanente e sensível às demandas do SLU [Serviço de Limpeza Urbana], promovendo importantes avanços na limpeza pública e na gestão de resíduos do DF”, ressalta o presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho. “Entre as principais iniciativas estão a implantação e ampliação de equipamentos de limpeza urbana, como os papa-entulhos, que já somam 28 unidades entregues à população, além da instalação de mais de 20 mil lixeiras e papeleiras em todo o Distrito Federal, equipamentos que havia mais de uma década não eram substituídos.”
Segundo ele, o GDF também ampliou os contratos de coleta seletiva e triagem de materiais recicláveis, para fortalecer o trabalho das cooperativas de catadores e promover inclusão social, que contribui diretamente para a preservação ambiental. “Além dos serviços rotineiros de coleta convencional, coleta seletiva, varrição, lavagem de áreas públicas e manutenção de pontos de descarte irregular, o SLU tem investido continuamente em ações de educação ambiental e mobilização social”, afirma Luiz Felipe Carvalho.
Os dados mostram crescimento contínuo da coleta seletiva nos últimos anos. Em 2021, foram recolhidas cerca de 36,3 mil toneladas de resíduos, com aproveitamento de 98,6%; em 2022, o volume subiu para 42,5 mil toneladas, com índice de 86,4%; em 2023, foram 53,2 mil toneladas coletadas e 74,7% de aproveitamento; já em 2024, o total chegou a 58,8 mil toneladas, com 70,1% de reaproveitamento. Em 2025, o DF registrou o maior volume da série histórica, com 61,3 mil toneladas coletadas seletivamente. Desse total, 35,3 mil toneladas foram comercializadas, o que representa um índice de aproveitamento de 57,6%.
Para avaliar a qualidade da gestão de resíduos sólidos em uma cidade, são considerados indicadores relacionados à eficiência operacional, sustentabilidade ambiental e inclusão social. Entre eles estão a cobertura da coleta convencional e seletiva, o percentual da população atendida, o volume de resíduos reciclados e aproveitados, os índices de triagem, a destinação adequada dos rejeitos, a redução do descarte irregular e o reaproveitamento de resíduos orgânicos. Também entram na análise a infraestrutura disponível, como pontos de encontro voluntário (PEVs) e centros de triagem, além da participação da população e da inclusão de cooperativas de catadores.